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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Trabalhador despedido após recusar chance de emprego em outra empresa deve ser indenizado.


A Avacorp Sistemas de Gestão para Transportes Ltda. deve pagar R$ 5 mil de indenização por danos morais a um trabalhador dispensado sem justa causa seis meses depois de ter recusado oferta de emprego de outra empresa, com maior salário e possibilidade de crescimento profissional, devido à contraproposta realizada por seu gerente para que ficasse no cargo. 
 
A decisão é da 7ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), que confirmou sentença da juíza Carolina Santos Costa de Moraes, da 29ª Vara do Trabalho de Porto Alegre. Seguindo o mesmo entendimento da magistrada de primeira instância, os desembargadores da 7ª Turma concluíram que houve violação ao princípio da boa-fé objetiva.
 
De acordo com informações do processo, em junho de 2011 o trabalhador, programador na reclamada, levou ao conhecimento do superior hierárquico a proposta feita por outra empresa, que lhe ofereceu melhor salário e possibilidades de crescimento na carreira. 
 
Teria recebido do gerente, segundo suas alegações, a seguinte contraproposta: seu salário passaria de R$ 1,2 mil para R$ 1,7 mil entre julho e dezembro de 2011 e, a partir de 2012, seria aumentado para R$ 2 mil. 
 
Entretanto, foi comunicado de sua dispensa, por e-mail, em dezembro de 2011, uma semana após retorno das férias. Diante disso, ajuizou ação na Justiça do Trabalho pleiteando a indenização por danos morais, por perder a chance de emprego melhor e pela forma como foi dispensado.
 
Ao julgar procedentes as alegações, a juíza da 29ª VT levou em conta a conversa mantida por meio eletrônico entre o empregado e seu gerente, na qual constava a promessa de aumento de salário. 
 
O diálogo foi salvo pelo reclamante e trazido aos autos como prova. A magistrada concluiu que houve abuso do direito potestativo de despedir, além de julgar inadequada a comunicação por e-mail. 
 
"Ainda que despedir imotivadamente seja um direito potestativo do empregador, este não se sobrepõe ao dever de lealdade e boa-fé,  que deve pautar as relações jurídicas", afirmou na sentença, ao deferir o pedido de indenização. 
 
A Avacorp recorreu ao TRT4 questionando a condenação e o reclamante também apresentou recurso, solicitando majoração do valor arbitrado. Mas a decisão foi mantida por seus próprios fundamentos.
 
( RO 0000210 -11.2012.5.04.0029 )


Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 4ª Região Rio Grande do Sul, por Juliano Machado, 08.08.2013

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Cinco erros cometidos nos primeiros meses de trabalho e saiba como evitá-los


Os primeiros meses de trabalho na nova empresa são determinantes para o futuro do profissional. Esse período de experiência é utilizado pelas organizações para observar, avaliar e verificar se o trabalhador recém-contratado tem realmente condições de exercer a função para a qual foi admitido.

"Neste momento, os holofotes estão direcionados para o novo funcionário. A chefia é a responsável pela avaliação, mas a equipe também participa mesmo que seja de maneira informal", explica Andrea Bavier, consultora de recursos humanos da Luandre.

A especialista apontou os cinco erros mais comuns cometidos pelos recém-contratados e que acabam prejudicando sua avaliação e colocando em "xeque" o futuro na nova empresa. Confira as dicas para não fazer feio:
Desinteresse
Um dos erros cometidos pelos recém contratados é não demonstrar interesse na realização das tarefas. O profissional deve assumir uma postura de aprendiz e buscar informações sobre seu trabalho e normas da empresa. Pergunte, observe e eleja uma pessoa que possa ser seu mentor.
Falta de Integração com a equipe
Lembre-se: você depende da equipe a qual pertence. Utilize a observação a seu favor para conhecer o ambiente comportamental do grupo. Veja como as pessoas se relacionam e tratam umas as outras. Evite agir sem se importar com as regras de conduta da empresa ou da equipe.
Atrasos e faltas
Procure não faltar. Não se atrase ou peça para sair durante o horário de trabalho. Caso tenha questões pessoais a serem resolvidas, é mais saudável negociar a data de sua admissão. Assuntos particulares devem ser resolvidos e tratados fora do horário de trabalho. O uso da internet para assuntos pessoais deve ser evitado.
Individualismo e arrogância
Demonstre suas capacidades e realize tarefas sempre compartilhando com todos, mas tome cuidado para que não seja interpretado como o “sabe tudo”. Evite se isolar para que não seja tachado como arrogante. Não desenvolva atividades levando em consideração apenas seu conhecimento ou ponto de vista.
Criticas e fofocas
Não critique métodos, processos ou qualquer outra coisa sem ter embasamento para tal. Falar mal da empresa ou dos colegas de trabalho também não é saudável, afinal de contas, você acabou de chegar e escolheu trabalhar naquela organização. Evite se envolver em conflitos e as famosas fofocas que rodeiam o ambiente de trabalho.

Segundo Cezar Tegon, diretor de novos projetos da ABRH-Nacional (Associação Brasileira de Recursos Humanos) existem dois motivos que levam profissionais a cometerem deslizes durante os três primeiros meses de trabalho.

“O primeiro motivo é a ausência de treinamento em como realizar suas atividades no dia-a-dia e em como lidar com o ambiente, seja com chefes e outros colegas de trabalho. O segundo motivo está ligado a contratações inadequadas, feitas com pressa.”

  Cezar explica que contratar um funcionário que não pode "entregar" o que precisa para cumprir bem suas obrigações é ruim para a empresa e péssimo para o profissional que, neste caso, acaba perdendo sua auto-estima.

 " Hoje com o ritmo quase frenético de crescimento das empresas não sobra tempo para acolher de maneira adequada um novo funcionário e o resultado é catastrófico, pois custa muito caro para a empresa demitir um funcionário além de abalar a moral de toda equipe“, conclui o especialista.
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