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domingo, 19 de agosto de 2012

Desoneração terá novos setores a partir de janeiro/2013


Mantega promete ampliar desoneração da folha em setembro 

Medida, no entanto, só entrará em vigor em janeiro

O presidente da EMS, Carlos Sanchez, disse há pouco que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou aos empresários que em setembro o governo ampliará a lista de setores com desoneração da folha de pagamento das empresas. No entanto, a medida só entrará em vigor em janeiro.

Ele contou que o setor de medicamentos pediu a desoneração da folha de salários das empresas em troca de uma contribuição sobre o faturamento com alíquota de 1%. "O ministro disse que as chances são grandes", afirmou. "Vão sair vários setores, inclusive o nosso", completou. Sanchez disse que o ministro não revelou os setores. "Eu falei sobre o nosso setor e o ministro disse que o meu está sendo analisado", contou.

Fonte: Agência Estado.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Desoneração não serve como reforma tributária


Para executivos, o melhor momento para mudanças é quando a arrecadação vai bem.

Desde o início do atual governo, a promessa de uma ampla reforma tributária, questão sempre lembrada pela classe empresarial, foi sendo aos poucos transformada num extenso pacote de desonerações à indústria, setor por setor.


O pretexto foi o lançamento da primeira versão do Plano Brasil Maior, no ano passado. Embora elogiada por industriais favorecidos pelo Planalto, a iniciativa ainda está longe da reorganização total dos tributos no país. Para Pedro Melo, presidente da KPMG no Brasil, a medida parcelada escolhida pelo governo tem seus prós e contras.


"Qualquer movimento do Executivo ou Legislativo para diminuir o peso sobre o contribuinte é benéfica. Já uma reforma fatiada pode ser usada de modo pontual, mas como política de governo não é correto". De acordo com Lucio Abrahão, sócio na área de Tributos da KPMG, as últimas desonerações anunciadas - incluindo os setores têxtil, automobilístico, moveleiro, entre outros - são mais frutos de medidas para tentar reaquecer a economia, do que de uma real reforma tributária.


"O melhor ambiente para tal reforma é quando a arrecadação vai bem." Não é o caso. Em junho, a arrecadação do governo federal caiu 6,55% em comparação com igual mês do ano passado, para R$ 82,7 bilhões, segundo o último levantamento divulgado pela Receita Federal. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), um dos tributos zerados pelo governo neste ano, foi um dos responsáveis pela queda na arrecadação, com recuo de 73,8% em junho, para apenas R$ 164 milhões.

"Se vermos um aumento da arrecadação, será devido à maior eficiência da Receita e não ao aumento dos tributos", diz Abrahão, acrescentando que a próxima discussão sobre reforma tributária em Brasília será "facilitada" pela inovação tecnológica na área, a partir do próximo governo. R.A.
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Desonerações levaram arrecadação do IPI a recuar 73,8% em junho, ante 2011, segundo dados da Receita Federal.
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