adsense

Mostrando postagens com marcador aumento salarial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aumento salarial. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de maio de 2014

Dicas para pedir um aumento de salário ao chefe

Em algum momento da carreira, os profissionais poderão sentir a necessidade de receber um salário mais alto ou ser mais bem recompensado pelo seu trabalho. A grande questão é: quando e como pedir um aumento de salário ao chefe?
De acordo com a consultora de transição de carreiras da Right Management Brasil, Sueli Aznar, a primeira reflexão que o profissional dever fazer antes de pleitear um aumento é avaliar quais são as suas entregas e o quanto é capaz de agregar valor ao seu empregador.
"Se o profissional não conhece o seu real valor, a conversa com o chefe tende a não evoluir", afirma a consultora.
Quando pedir? 
Verifique se a empresa possui avaliação de desempenho e plano de carreira e entenda como isso funciona. Analise se você é merecedor do reajuste, se está entregando resultados além do esperado, se cumpre horários, se está presente em todas as reuniões, se realiza todos os treinamentos etc
Como pedir? 
Marque uma reunião formal com seu gestor para falar sobre sua condição salarial e vá direto ao assunto, sem rodeios ou indiretas. Motivos pessoais, como a necessidade de remuneração maior pelo nascimento de um filho, por exemplo, não são suficientes para compor um argumento
Considere a situação da empresa 
É importante que o profissional tenha sensibilidade para não pleitear aumento em momentos de mudança interna, fusões ou troca do modelo de gestão. São situações que demandam atenção para outros aspectos e por mais merecedor que o profissional seja, a empresa não será capaz de atendê-lo
Tenha um valor em mente 
Pesquise em veículos especializados o quanto o mercado está remunerando o seu cargo. Considere também o tamanho e a atual situação da empresa. "Não adianta ser um funcionário multitarefas atuando em empresa de pequeno porte. Seu salário poderá não ser passível de reajuste devido a limitações financeiras", diz a coach Priscila Bellizzi
Além de conhecer suas próprias competências, o profissional deve estar pronto para citar suas realizações: projetos com resultados acima das expectativas, eficácia na realização de tarefas ou boa avaliação de clientes são fatores decisivos na construção do argumento para a solicitação de melhor remuneração.
"A remuneração por desempenho e a capacidade de agregar valor à organização são consideradas muito mais adequadas do que compensações por tempo de serviço, assiduidade ou outro fator não relacionado com a habilidade de entrega do profissional."
Fonte: Priscila Bellizzi, coach e Sueli Aznar, consultora de transição de carreiras da Right Management Brasil, para o UOL, 28/04/2014.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Sindicatos se preparam para brigar por ganho real de até 10% nos salários


Com data-base em setembro, categorias mais organizadas, como metalúrgicos, bancários e petroleiros, apostam na volta do crescimento. Grandes categorias profissionais se preparam para brigar por aumentos reais de até 10% nos salários, além da reposição da inflação, nos próximos meses.
Na linha de frente estão sindicatos de categorias mais organizadas no Brasil, como metalúrgicos, bancários, petroleiros e comerciários, que, juntos, representam mais de 3 milhões de trabalhadores com data- base para renovação de convenção coletiva em setembro.
As conquistas dessas categorias costumam balizar as negociações de acordos coletivos das categorias menos organizadas. A expectativa dos sindicalistas é de fechar bons acordos, apostando num segundo semestre melhor que o primeiro.
"Entramos na campanha salarial num momento em que a indústria volta a se revigorar", diz Valmir Marques, o Biro-Biro, presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores (FEM-CUT).

Biro-Biro, que negocia em nome de 250 mil metalúrgicos em todo o Estado de São Paulo, vai batalhar por aumentos reais maiores que os 2,42% do ano passado. Os 36 mil metalúrgicos de montadoras do ABC paulista garantiramganhorealde2,51% para este ano, previsto no acordo fechado em 2011.
Do outro lado da mesa de negociações, as bancadas patronais tratam de jogar água fria no ânimo dos trabalhadores. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) alega que,em12 meses, os gastos com salários subiram 3,4% acima da inflação, enquanto a produtividade do trabalho caiu 0,8%.
O Sindipeças, que representa a indústria de autopeças, apresentou dados aos sindicalistas mostrando que o aumento das importações se refletiu na queda das vendas do setor. Até maio, segundo a entidade, as empresas faturaram R$ 89 bilhões, ante R$ 91,5 bilhões no mesmo período de 2012.
'Choradeira'. "A gente já senta à mesa sabendo que vem choradeira, mas temos nossas argumentações que comprovam justamente o contrário", diz Herbert Claros, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP), filiado à CSP-Conlutas. Para exemplificar, ele cita que uma fabricante de autopeças de grande porte da região, que em 2011 produzia em média 105 mil válvulas por dia, este ano já produz 14 5 mil peças por dia,com53 funcionários amenos.
A campanha salarial da CSPConlutas é unificada entre os metalúrgicos de São José dos Campos, Campinas, Santos e Limeira, do interior e do litoral do Estado. Conhecidos como a bancada caipira, juntos, esses sindicatos representam cerca de 150 mil trabalhadores. Eles reivindicam aumento real de 7,48%, além da inflação. Na base do sindicato de São José dos Campos, a General Motors (GM) é a única montadora, com 7,5mil trabalhadores. A fábrica local acaba de fechar as linhas de produção do Corsa, Meriva e Zafira, e mesmo assim não diminuiu o apetite dos trabalhadores por aumento real de salário.
"O problema da GM é de restruturação produtiva e não de ordem salarial ou de crise financeira", pondera Claros.

Petroleiros. A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa 80 mil trabalhadores da Petrobrás, reivindica ganho real de 10% nos salários, além da inflação. "Esse índice é compatível com a conjuntura de crescimento do setor energético", afirma João Antônio de Moraes, presidente da FUP.
Nesse cenário, segundo ele, houve elevação dos salários no mercado e "muitos profissionais" estão saindo da Petrobrás para trabalhar em outras empresas. "Se a Petrobrás não se aperceber disso, ela pode ter problemas sérios no curto e médio prazos, porque a disputa por mão de obra tende a se agravar", afirma o sindicalista.
Para ele, o prejuízo de R$ 1,3 bilhões da companhia no segundo trimestre "não é estrutural e seguramente não pode se manter".

Bancários. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) reivindica reajuste salarial de 10,25%, sendo 5% de ganhos reais, para os 530 mil bancários no País.
Eles querem participação nos lucros ou resultados (PLR) de três salários mais parcela fixa adicional de R$ 4.961,25, além de vale-refeição, cesta-alimentação e auxílio-creche no valor de R$ 622 cada.
"Apesar de terem aumentado drasticamente as provisões para devedores duvidosos, destoando da inadimplência real, os bancos apresentaram lucros bilionários no semestre, o que demonstra que eles podem atender às nossas reivindicações", argumenta Carlos Cordeiro, presidente da entidade.

Fonte: Publicado em 20/08/2012 no O Estado de S. Paulo. Por Marcelo Rehder.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Desemprego baixo eleva a fatia dos salários na renda


Renda do trabalho cresce 6,7% de janeiro a maio deste ano, ante 6,2% de alta da renda das aposentadorias.
Oferta de empregos maior que a de mão de obra propicia a mudança; benefícios sociais sobem 10,3%.
A resistência do mercado de trabalho está ampliando a participação dos salários na renda do país mesmo com a desaceleração da economia.A disputa das empresas pelo trabalhador qualificado permitiu que a renda dos salários ganhasse força. A tendência, iniciada em 2010, não arrefeceu neste ano.
Os economistas Gabriel Leal e Rodrigo Leandro de Moura, da FGV-RJ, calcularam a contribuição de salários, benefícios sociais e aposentadorias para a renda total desde 2003 -primeiro ano completo com as atuais estatísticas de emprego do IBGE.

E concluíram que, após o fundo do poço, em 2009, a participação dos ganhos dos trabalhadores na renda total parou de cair e vem se reerguendo lentamente.Há dois anos, o rendimento do trabalho cresce mais do que a renda dos beneficiários da Previdência Social.De janeiro a maio deste ano, mesmo com o impacto do aumento do salário mínimo sobre as pensões e aposentadorias, a renda do trabalho aumentou mais: 6,7%, ante 6,2% da Previdência. Só perdeu para os benefícios sociais, que cresceram 10,3%.
Não foi sempre assim. Entre 2003 e 2011, a renda do trabalho cresceu, em média, 5,4% por ano e a obtida com as aposentadorias, 8,8%. Os benefícios sociais, cuja ampliação ocorreu no governo Lula, aumentaram 17,9% no mesmo período.Para economistas, é o mercado de trabalho aquecido, mesmo com a crise, que dá poder aos salários na renda.
Desde 2010, os empregos crescem mais do que a oferta de mão de obra. Isso baixou a taxa de desemprego a níveis 
recordes e, para o analista Caio Machado, da consultoria LCA, essa é uma mudança estrutural. Por isso,tem fôlego para prosseguir apesar da desaceleração.

"O jovem está retardando a entrada no mercado para se qualificar mais, o que reduz a pressão sobre o emprego."

Fonte: Folha de S. Paulo. Por Mariana Carneiro.

domingo, 5 de agosto de 2012

O acordo coletivo especial.


Bons ventos sopram em direção à flexibilização da legislação trabalhista, caso seja aprovado o Acordo Coletivo Especial (ACE). Trata-se de instrumento jurídico negocial, idealizado pelos metalúrgicos da região do ABC, que o governo está cogitando em adotar como modelo. Tem, esse acordo, limitações, mas, caso colocado em prática, será um bom início para um longo processo de mudanças nas relações entre empregados e empregadores.
 
O Acordo Coletivo Especial irá permitir a negociação direta da empresa com o sindicato nas questões que afetam o cotidiano empresarial. Hoje existem várias situações relativas ao trabalho que poderiam ser melhoradas, elevando a produtividade e a competitividade, mas elas não podem ser alteradas devido à rigidez e à desatualização da nossa legislação, fundada na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 
 
Aliás, rigidez é o que não falta na CLT. Um exemplo simples: a empresa é obrigada a conceder uma hora de almoço aos seus profissionais. Caso os funcionários e a companhia avaliem que 45 minutos são suficientes e que, com os 15 minutos abolidos, poderiam terminar o expediente mais cedo, esta regra não poderia ser aplicada na empresa. Mesmo com o aval do sindicato, ela estaria sujeita à multa.
 
Outro exemplo de engessamento trabalhista: caso uma empresa, com a melhor das intenções, em momento de bonança econômica, resolva pagar bônus por produtividade a alguns de seus funcionários, ela corre risco. 
 
Dependendo da frequência com que foi concedido o bônus, ele poderá ser incorporado à política de remuneração pelo princípio da habitualidade, passando a ter de existir também em épocas de dificuldades econômicas. Isso pode acontecer mesmo tendo o sindicato firmado acordo para não incidir o princípio da habitualidade.
 
Mas, além de rígida, a nossa legislação trabalhista também é desatualizada, contrariando princípios modernos de gestão. A empresa, por exemplo, que elaborar com os seus funcionários e até mesmo com o sindicato um plano de carreira que contemple, na sua essência, apenas a meritocracia, corre risco de ser multada. A CLT estabelece que, além da meritocracia, o tempo de serviço do empregado deve ser levado em conta para o plano ser reconhecido por lei. 
 
O fato é que, com o Acordo Coletivo Especial, essas situações acima citadas e mais uma infinidade de outras que compreendem o dia a dia da vida empresarial serão resolvidas diretamente entre a empresa e o sindicato, levando em consideração a viabilidade econômica da companhia, suas especificidades, a região em que ela está instalada e o momento em que vive em termos de mercado. 
 
Porém, esse modelo de acordo é apenas um início para a introdução do sistema negocial no País. Essa flexibilização, da forma como está sendo proposta, é limitada. Possui todo o mérito, mas, por enquanto, atingirá somente algumas das empresas do País.
 
O Acordo Coletivo Especial só será permitido no caso de empresas que tenham um quadro de empregados com mais de 50% de sindicalizados. Cumpre lembrar que a porcentagem de profissionais que são sócios dos sindicatos, hoje, no Brasil, é de 18%.
 
A nossa estrutura sindical não estimula a sindicalização. Portanto, caso esse novo modelo negocial seja aprovado e se ficarmos só com ele, a maioria das empresas, ainda por um longo tempo, estará vivendo sob os moldes do velho sistema estatutário, fundado nas rígidas e desatualizadas regras da CLT. É por esse motivo que insisto na tese de que outras reformas, como a sindical, também devem ocorrer, para termos a flexibilização. 
 
Para que o princípio de que o negociado entre patrões e empregados prevaleça sobre a lei, é preciso ter agentes e instrumentos modernos de negociação. Hoje, como bom exemplo, há a experiência dos metalúrgicos do ABC. Mas ela representa uma pequena parte da realidade do País. Por isso, ainda há um longo caminho a percorrer para se conseguir a tão almejada flexibilização da legislação trabalhista brasileira.
 
(*) é Professor de Recursos Humanos, Relações Trabalhistas da FGV-SP.

Fonte: O Estado de São Paulo, por Sérgio Amad Costa (*), 02.08.2012
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Postagens populares